terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Os filhos da Dita TOP3 - Arte e Cultura / 2011


Sábado, 17, no Auditório da UNIP, foi realizada a Cerimônia de Premiação do TOPBLOG 2011.

O Blog "Geração AI-5 - Os filhos da Dita" ficou com o terceiro lugar na Categoria Arte e Cultura - Juri Popular.

Um total de 16.725 Blogs disputou os prêmios, em 25 categorias, que juntos somaram aproximadamente um milhão e quinhentos mil votos.

Para nós do Arlequins esse terceiro lugar é muito significativo, além de ser a primeira vez que entramos em um concurso de Blogs e já sairmos premiados, essa conquista expressa principalmente o carinho e o respeito de todos que nos deram o voto dedicam ao nosso trabalho e pelo fazer teatro no Brasil.

Agradecemos a todos que disponibilizam tempo para a gente, seja na votação, nos comentários aqui postados, no envio de e-mails nos dando estímulo e, o que nos deixa muito mais felizes, assistindo aos nossos espetáculos.

Evoé !!!

Nas fotos da Cerimônia de Premiação (acima) estão os seguintes Arlequins:

Ana Maria Quintal: atriz e dramaturga
Edson Frank: fotógrafo, artista gráfico e web design
Marisa Quintal: fotógrafa e artista gráfica

Conheça os vencedores em todas as categorias do TOPBLOG 2011

Boas Festas e Feliz 2012.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Tortura em branco e preto, tempos de noite e névoa

por Luiz Cláudio Cunha

O sábado, 10 de dezembro, marcou o 27º aniversário da Convenção contra a Tortura, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1984 – ratificada pelo Brasil apenas cinco anos depois, justos 48 dias antes do centenário da proclamação da República.

Uma semana antes, sábado 3, o país se deparou com um documento espantoso, o melhor retrato de uma era, a imagem mais emblemática de uma época conhecida pelo chumbo quente da tortura, o símbolo mais cortante dos 21 anos da ditadura que sangrou o Brasil no período 1964-85. É uma fotografia em preto e branco, como aqueles tempos obscuros, captada na 1ª Auditoria Militar do Rio de Janeiro num dia qualquer de novembro de 1970, quando se completava o primeiro ano no poder do presidente Garrastazu Médici, o líder mais temido da fase mais dura do regime dos generais. A revelação pertence ao livro A vida quer coragem, que o jornalista mineiro Ricardo Amaral lançará este mês pela editora Primeira Pessoa.

A foto mostra de lado, sentada sobre uma cadeira sem braços, uma jovem magra de 22 anos, cabelos curtos, blusa clara de mangas curtas, as mãos entrecruzadas sobre as pernas, vestindo talvez a inevitável calça jeans de sua geração. A fisionomia está séria, fechada como o clima político do país, e o olhar parece absorto sob as sobrancelhas marcantes, quem sabe refletindo sobre os 22 dias terríveis sob tortura a que sobreviveu dez meses antes, ao ser presa pela repressão como integrante da VAR (Vanguarda Armada Revolucionária) - Palmares, uma das siglas da guerrilha que combatia a ditadura pelo desespero das armas. Três décadas depois, a guerrilheira “Estela” contou ao repórter Luiz Maklouf Carvalho o que lhe passava pela mente, ao lembrar os dias de horror na masmorra do DOI-CODI de São Paulo, o centro que tortura que virou símbolo da barbárie do regime:

Levei muita palmatória, me botaram no pau-de-arara, me deram choque, muito choque. Comecei a ter hemorragia, mas eu aguentei. Não disse nem onde morava. Tiveram que me levar para o Hospital Central do Exército”.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A verdade é a única maneira possível de "esquecer"

por Eduardo Febbro (México)

Juan Gelman não é só um dos maiores poetas contemporâneos, como também um incansável militante da causa contra o esquecimento dos crimes cometidos pelas ditaduras militares que ensanguentaram o cone Sul nos anos 70 e 80. Juan Gelman estremece: com sua poesia, com a memória da repressão que carrega dentro de si e com o combate contra os censores dessa memória e seu empenho por não deixar impunes os responsáveis da barbárie.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A memória é um fator de decisão do presente

por Joana Tavares

Armazém reúne documentos de diversas lutas do povo brasileiro e disponibiliza divulgação

Um armazém é aquele local onde ficam os produtos à espera que alguém os transforme em outra coisa, seja em outros produtos, seja em artigos de consumo. No Armazém Memória, os produtos não são mercadorias, são inúmeros jornais, livros, filmes e documentos de diversas lutas do povo brasileiro, à disposição para serem lidos, estudados, divulgados e transformados em ação. Com a ideia de facilitar o acesso à memória e assim participar da construção contínua da história, Marcelo Zelic é a pessoa por trás do armazém virtual que articula projetos e parcerias para garantir sua atividade constante. Nesta entrevista, ele conta a inspiração do projeto e suas novidades para o período.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

De Ernestito ao homem do século

Um homem que cresce, cresce e cresce. E mesmo depois de morto não para de crescer

por Cristiano Navarro

Em 1933, no pequeno município de Alta Garcia, província de Córdoba na Argentina, Carlos “Calica” Ferrer Zorrilla de quatro anos foi apresentado por seus pais a um amigo de cinco que marcaria para sempre a sua vida, e mais tarde a história de toda humanidade: Ernesto Guevara de La Serna, ou apenas Ernestito como era chamado. Como dizia um amigo em comum, Guevara e Calica foram reunidos pelo bacilo de Koch, que provoca asma. No ano de 1932, a família Guevara mudou- se para a região serrana em busca de alívio para o problema respiratório do pequeno Ernesto.

Em seu livro “De Ernesto a Che” – A segunda e última viagem de Guevara pela América Latina, Calica conta que não se lembra quando conheceu o amigo. “Com certeza deve ter sido em um dos típicos aniversários infantis a que nossas mães nos devem ter arrastado, depois de lavados, engomados e emperiquitados como era costume naquele tempo. Com certeza, devem ter dito a Guevara: ‘Venha, você vai conhecer o filho do doutor Ferrer, o médico que o atendeu; quem sabe se tornam amigos’”.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Marighella, rap de Mano Brown

Na trilha sonora do filme "Marighella" há a música de Mano Brown, o rapper, líder do Racionais MC’s, composta especialmente para o filme e que leva o mesmo nome. O rapper fala sobre as semelhanças entre o pensamento marighellista e o de outros lutadores.

Confiram o rap "Marighella".

Marighella, 100 anos

Centenário do guerrilheiro é comemorado com exibição do filme Marighella no Cine Glauber Rocha, em Salvador (BA)

por Maria do Rosário Caetano

A exibição nesta segunda-feira (05) do documentário Marighella, no Cine Glauber Rocha, em Salvador (BA), marcará as comemorações do centenário de nascimento de Carlos Marighella em sua terra natal. O guerrilheiro, assassinado na Alameda Casa Branca, em São Paulo, em 1969, tem sua convulsiva história relembrada em filme dirigido por sua sobrinha, Isa Grinspum Ferraz. Ano que vem, a Companhia das Letras lançará alentada biografia de Marighella, escrita pelo jornalista (e ex-ombudsman da Folha de S. Paulo) Mário Magalhães.

Depois da sessão comemorativa no histórico cinema da Praça Castro Alves soteropolitana, Marighella ganhará sessão em praça pública de Cachoeira, no Recôncavo Baiano (dia 7), participará dos festivais Aruanda (na Paraíba) e Havana (em Cuba). Em 2012, fará o circuito europeu de festivais e chegará ao circuito comercial brasileiro.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Os filhos da Dita eleito entre os 3 Blogs mais votados em Arte e Cultura


Este nosso Blog - Geração AI-5 "Os filhos da Dita" - está entre os 3 Blogs mais votados na categoria Arte e Cultura, pelo juri popular no TOPBLOG 2011. Isso só foi possível pela dedicação de vocês que disponibilizaram tempo para a gente. Muito obrigado.

Somos o grupo de teatro Arlequins. Neste espaço dividimos o material coletado, estudos, reflexões e outras experiências da montagem de nosso projeto "Geração AI-5", com o espetáculo "Os filhos da Dita", que entrou em cartaz este ano, passando por vários teatros e escolas de São Paulo, assim como a participação na VIII Mostra de Teatro Popular de Londrina, no Paraná.

Aqui também publicamos artigos, de inúmeros autores, pertinentes ao nosso propósito - resgatar uma parcela da história brasileira do relativo “esquecimento” a que foi confinada e tornar acessível e instigante a pesquisa sobre a ditadura militar brasileira e seus desdobramentos, com um olhar contemporâneo, na construção da memória cultural brasileira.

Agradecemos a todos nossos seguidores que com seus comentários inteligentes tornam esse espaço muito mais proveitoso e enriquecedor para todos nós. Obrigado em especial pelo voto de todos vocês que nos fizeram finalistas entre os 3 blogs mais votados no TOPBLOG 2011.

Evoé!!!

http://www.topblog.com.br/2011/index.php?pg=Top3

Tortura e psicologia - uma questão sempre presente

A tortura não é coisa do passado. É uma prática que persiste e precisa ser combatida.

O Memorial da Resistência de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta no projeto Sábado Resistente “Tortura e Psicologia – uma questão sempre presente”, um debate com a psicóloga e ex-coordenadora do Programa Nacional de Combate à Tortura do Governo Federal, Maria Auxiliadora Arantes, e Lúcia Coelho, psicóloga clínica, sobre a tortura, a concepção que move os torturadores e como suas vítimas convivem com essa experiência terrível.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Os filhos da Dita em Londrina

Hoje, às 21h, na VIII Mostra de Teatro Popular de Londrina, Ana Maria Quintal e Camila Scudeler com o espetáculo Os filhos da Dita, uma reflexão estética sobre o período da ditadura militar e seus desdobramentos em dias atuais.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

VIII Mostra de Teatro Popular de Londrina reflete sobre ditadura militar, ontem e hoje

A ditadura militar acabou, mas alguns resquícios desse passado sombrio nunca foram enterrados e teimam em se perpetuar como verdadeiros fantasmas que pairam sobre as cabeças daqueles que resistem e não se curvam diante das imposições dos donos do poder.

A perseguição aos que ousam se levantar contra as injustiças sociais neste país continua regra. E a criminalização da luta dos ativistas do campo e da cidade, uma constante. Apesar das torturas e dos assassinatos não terem deixado de ocorrer, principalmente nos rincões mais afastados deste país e nas periferias das grandes cidades, a repressão inovou em seu modo de agir. Sofisticou o discurso, para transmitir um ar de legalidade às ações.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Nosso Blog no TOP da Semana entre os 30 mais votados


Este nosso Blog - "Os filhos da Dita" - foi para o 2º TURNO do TOPBLOG 2011, entre os 100 Blogs mais votados pelos internautas no 1º turno e está no TOP da Semana entre os 30 mais votados.

Isso só foi possível pela dedicação de vocês que disponibilizaram tempo para a gente. Muito obrigado.

Dor e memória pelos desaparecidos da ditadura no romance de Bernardo Kucinski

Sob o título K., o romance conta através da ficção uma história que se baseou na mais crua realidade vivida pela família Kucinski

por Vivian Fernandes

O recém-lançado livro do jornalista e escritor Bernardo Kucinski retrata a busca de um pai por sua filha, que foi vítima da ditadura civil-militar brasileira no ano de 1974. Sob o título K., o romance conta através da ficção uma história que se baseou na mais crua realidade vivida pela família Kucinski.

O pai do autor, chamado de K. na obra, é o protagonista que após a prisão e desaparecimento de sua filha, Ana Rosa Kucinski Silva, sai em busca de seu paradeiro. Ana era militante da resistência à ditadura pela Aliança Libertadora Nacional e, também, professora da Universidade de São Paulo (USP).

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Arlequins Agradece !!!


Agradecemos a todos que nos deram força para a realização do lançamento do nosso DVD: Um registro de olhares Arlequins sobre os filhos gerados pela Dita "dura" do nosso país (Brasil 1964-2011), que aconteceu sábado, 5, no Memorial da Resistência de São Paulo.

Obrigado a todos que compareceram ao evento e um obrigado especial a Ivan Seixas e Caroline Grassi Franco de Menezes.

A todos vocês nosso imenso carinho e nossos aplausos.