Em 17 de março de 1973, a ditadura militar assassinava o estudante de Geologia da USP, Alexandre Vannucchi Leme, mais uma vítima daquele período marcado por prisões, torturas, desaparecimentos e assassinatos de militantes políticos que se propunham a construir uma sociedade democrática.terça-feira, 11 de outubro de 2011
Em defesa da história da USP
por Camila Viviane Lui de Souza e João Victor Pavesi
Em 17 de março de 1973, a ditadura militar assassinava o estudante de Geologia da USP, Alexandre Vannucchi Leme, mais uma vítima daquele período marcado por prisões, torturas, desaparecimentos e assassinatos de militantes políticos que se propunham a construir uma sociedade democrática.
Em 17 de março de 1973, a ditadura militar assassinava o estudante de Geologia da USP, Alexandre Vannucchi Leme, mais uma vítima daquele período marcado por prisões, torturas, desaparecimentos e assassinatos de militantes políticos que se propunham a construir uma sociedade democrática.sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Manifestantes fazem ato no campus Butantã contra a ditadura
O protesto surgiu depois que uma placa foi instalada na Praça do Relógio, associando a tomada de poder dos militares em 1964 a uma Revolução
por Aline Scarso
Funcionários, professores e estudantes da USP (Universidade de São Paulo) realizaram um ato quinta-feira (06) na Praça do Relógio, no campus Butantã, em São Paulo. A manifestação chamada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) será um espaço de discussão e reflexão sobre a ditadura.
por Aline Scarso
Funcionários, professores e estudantes da USP (Universidade de São Paulo) realizaram um ato quinta-feira (06) na Praça do Relógio, no campus Butantã, em São Paulo. A manifestação chamada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) será um espaço de discussão e reflexão sobre a ditadura.terça-feira, 4 de outubro de 2011
A América cruel
Tem havido muitos sinais, recentemente, de que os EUA estão mergulhando fundo num padrão de crueldade. É difícil dizer por que uma coisa dessas está ocorrendo, mas parece que isso tem a ver com uma fé crescente na força como a solução de quase todos os problemas, seja em casa ou fora. O entusiasmo por matar é um sintoma inequívoco de crueldade. Isso é especialmente perturbador quando não são apenas os quadros do governo, mas pessoas comuns que se engajam nessas efusões.por Jonathan Schell - The Nation
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Brasileiro expõe em NY afronta à ditadura brasileira
por Verena Fornetti
O artista plástico Antonio Manuel, radicado no Rio de Janeiro, abre sua primeira exposição solo nos EUA. A mostra "Eu quero agir, não representar" reúne esculturas, vídeo, desenhos e uma série de intervenções em capas de jornais feitas durante a ditadura militar no Brasil.
A busca por liberdade política é o tema que permeia as obras - a maior parte do final dos anos 1960 ou início da década de 1970. "Naquela época ninguém queria expor em galeria ou em museu. Eu queria estar na rua", afirma Manuel.
O artista plástico Antonio Manuel, radicado no Rio de Janeiro, abre sua primeira exposição solo nos EUA. A mostra "Eu quero agir, não representar" reúne esculturas, vídeo, desenhos e uma série de intervenções em capas de jornais feitas durante a ditadura militar no Brasil.A busca por liberdade política é o tema que permeia as obras - a maior parte do final dos anos 1960 ou início da década de 1970. "Naquela época ninguém queria expor em galeria ou em museu. Eu queria estar na rua", afirma Manuel.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Culturas nacionais: Anotações sobre a morte e o esquecimento
Troy Davis recusou a última refeição, recusou o tranquilizante. Mas falou. Disse a mesma coisa que repetiu dia a dia durante seus últimos 22 anos: “sou inocente”. De nada adiantou: a Suprema Corte dos EUA se negou a suspender a sentença de morte, apesar dos erros estridentes que coalharam todo o processo. Enquanto isso, no Brasil, era aprovada uma "Comissão da Verdade". Até a última hora, o governo foi obrigado a conceder e conceder. É como se em meu país, olhar de lado, não mexer no passado, ficar distante e dissimular fizesse parte da cultura nacional. Faz?por Eric Nepomuceno.
Aconteceu nos Estados Unidos, em Jackson, capital da Geórgia, um estado sulista, por volta das sete da tarde, hora local, da quarta-feira, dia 21 deste mês. Aconteceu com Troy Davis, negro, 42 anos de idade.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Deputados aprovam Comissão da Verdade sem punição a torturador
por André Barrocal
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (21), projeto de lei proposto pelo governo, no ano passado, que cria uma Comissão da Verdade para investigar e trazer a público – mas sem aplicar punições – crimes contra os direitos humanos praticados entre 1946 e 1988. O projeto, que sofreu algumas modificações – todas sugeridas por partidos adversários do governo – foi remetido ao Senado, que também terá de apreciá-lo e votá-lo.
A votação seguiu roteiro traçado pelo governo no início do ano. Supondo que não conseguiria aprovar uma comissão diferente da que propôs - com poderes punitivos, por exemplo – em um Congresso sensível à pressão militar, o governo trabalhou para que a votação ocorresse quase sem debates e de forma acelerada. Seria uma forma de contornar resistências.
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (21), projeto de lei proposto pelo governo, no ano passado, que cria uma Comissão da Verdade para investigar e trazer a público – mas sem aplicar punições – crimes contra os direitos humanos praticados entre 1946 e 1988. O projeto, que sofreu algumas modificações – todas sugeridas por partidos adversários do governo – foi remetido ao Senado, que também terá de apreciá-lo e votá-lo.A votação seguiu roteiro traçado pelo governo no início do ano. Supondo que não conseguiria aprovar uma comissão diferente da que propôs - com poderes punitivos, por exemplo – em um Congresso sensível à pressão militar, o governo trabalhou para que a votação ocorresse quase sem debates e de forma acelerada. Seria uma forma de contornar resistências.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Artistas e intelectuais lançam manifesto em apoio à Comissão da Verdade
A Câmara dos Deputados deve votar amanhã, 21 de setembro, o projeto que cria a Comissão da Verdade, encarregada de trazer à público as violações de direitos humanos cometidas durante o período da ditadura militar. A criação da Comissão enfrenta forte resistência de setores simpáticos e saudosistas da ditadura. Para ajudar a contrapor essa resistência, um grupo de intelectuais encabeçado por Leonardo Boff, Emir Sader, Marilena Chauí e Fernando Morais está lançando um manifesto de artistas e intelectuais em apoio à Comissão da Verdade.Ideal de ensino libertário continua contribuindo com aprendizagem
“Defendo a educação desocultadora de verdades. Educando e educadores funcionando como sujeitos para desvendar o mundo”, dizia Freire
por Desirèe Luíse
Na busca do ideal de educação fundamentada na democracia e na tolerância, Paulo Freire fez história. Em pleno século XXI, a proposta do educador brasileiro está presente tanto no legado de suas obras como na atualidade de seu pensamento. Nesta segunda-feira (19/9), Paulo Freire completaria 90 anos. Comemorações do seu nascimento acontecem desde o início do ano em todo o país.
por Desirèe Luíse
Na busca do ideal de educação fundamentada na democracia e na tolerância, Paulo Freire fez história. Em pleno século XXI, a proposta do educador brasileiro está presente tanto no legado de suas obras como na atualidade de seu pensamento. Nesta segunda-feira (19/9), Paulo Freire completaria 90 anos. Comemorações do seu nascimento acontecem desde o início do ano em todo o país.quarta-feira, 14 de setembro de 2011
"Guarda-chuva" de dom Paulo garantiu investigação sobre tortura
por João Peres e Virginia Toledo
Bater em cachorro trôpego não vale? Pode até valer, se o cachorro for sabidamente feroz e estiver ameaçando se levantar para novos ataques. Quando o projeto Brasil Nunca Mais foi criado, a ditadura encaminhava-se para o final, já dando seus tropeços, dentro da caserna o clima estava longe de ser harmônico, e da cabeça da advogada Eni Moreira não saía a memória de que é nestes momentos que as provas desaparecem. Quando o projeto chegou ao fim, a ditadura já tinha data marcada para ir embora, mas não os seus métodos de coerção, a herança de tortura que restaria a delegacias e corporações policiais de todo o país.
Bater em cachorro trôpego não vale? Pode até valer, se o cachorro for sabidamente feroz e estiver ameaçando se levantar para novos ataques. Quando o projeto Brasil Nunca Mais foi criado, a ditadura encaminhava-se para o final, já dando seus tropeços, dentro da caserna o clima estava longe de ser harmônico, e da cabeça da advogada Eni Moreira não saía a memória de que é nestes momentos que as provas desaparecem. Quando o projeto chegou ao fim, a ditadura já tinha data marcada para ir embora, mas não os seus métodos de coerção, a herança de tortura que restaria a delegacias e corporações policiais de todo o país.quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Para indigenista, Brasil esqueceu massacres de índios na ditadura
por Roldão Arruda
Para o indigenista Egydio Schwade, colaborador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Amazonas, o Brasil ainda não conhece com exatidão as violências que foram cometidas contra os índios brasileiros no período da ditadura militar. No final de agosto, em Brasília, ao participar do lançamento de um relatório sobre violências contra populações indígenas ocorridas em 2010, ele disse que a mídia, o governo e organizações de direitos humanos falam de torturas e violências contra opositores do regime militar, mas se esquecem que alguns povos foram inteiramente dizimados em decorrência da política integracionista dos militares.
Para o indigenista Egydio Schwade, colaborador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Amazonas, o Brasil ainda não conhece com exatidão as violências que foram cometidas contra os índios brasileiros no período da ditadura militar. No final de agosto, em Brasília, ao participar do lançamento de um relatório sobre violências contra populações indígenas ocorridas em 2010, ele disse que a mídia, o governo e organizações de direitos humanos falam de torturas e violências contra opositores do regime militar, mas se esquecem que alguns povos foram inteiramente dizimados em decorrência da política integracionista dos militares.terça-feira, 30 de agosto de 2011
Brasil: Tortura é rotina em presídios
Generalizada e institucionalizada desde a Ditadura Militar, a prática de violência nas prisões brasileiras conta com a cumplicidade e omissão dos agentes públicos e das autoridades. É isso que uma comissão da ONU deverá constatar, brevemente, em visita ao Brasil – um vexame.
por Lúcia Rodrigues (Caros Amigos)
No próximo mês uma delegação da ONU virá ao país para verificar o que acontece atrás das grades das prisões brasileiras. O cenário que os representantes do Subcomitê para a Prevenção da Tortura, da Organização das Nações Unidas, irão encontrar é macabro. A tortura é praticada sistematicamente por policiais e agentes penitenciários em presídios, delegacias, centros de detenção provisórios e unidades socioeducativas destinadas a adolescentes. Está disseminada de norte a sul e de leste a oeste do país. Apesar disso, nenhum torturador está preso no Brasil. A tortura conta com a anuência do sistema judiciário.
por Lúcia Rodrigues (Caros Amigos)
No próximo mês uma delegação da ONU virá ao país para verificar o que acontece atrás das grades das prisões brasileiras. O cenário que os representantes do Subcomitê para a Prevenção da Tortura, da Organização das Nações Unidas, irão encontrar é macabro. A tortura é praticada sistematicamente por policiais e agentes penitenciários em presídios, delegacias, centros de detenção provisórios e unidades socioeducativas destinadas a adolescentes. Está disseminada de norte a sul e de leste a oeste do país. Apesar disso, nenhum torturador está preso no Brasil. A tortura conta com a anuência do sistema judiciário.quarta-feira, 24 de agosto de 2011
O jornal sem patrão contra a ditadura
Livro resgata história do jornal Movimento. Em entrevista, autor fala sobre o periódico que enfrentou os militares
por Vinicius Mansur
Nascido em julho de 1975, após a saída em massa dos jornalistas do Opinião, o jornal Movimento foi um dos mais importantes instrumentos que escreveram a história da redemocratização brasileira até novembro de 1981. Fruto da organização coletiva daqueles que apostaram no jornalismo sem patrão e com programa político explícito, o jornal Movimento forjou, em meio à ditadura militar, o concreto exercício da democracia.
Esta história sai agora do mundo efêmero do jornalismo, dos registros dispersos e das conversas esporádicas para o registro denso e rigoroso do livro Jornal Movimento, uma reportagem de Carlos Azevedo, com reportagens de Marina Amaral e Natália Viana. Em entrevista, Azevedo resgata esta saga do jornalismo combativo.
por Vinicius Mansur
Nascido em julho de 1975, após a saída em massa dos jornalistas do Opinião, o jornal Movimento foi um dos mais importantes instrumentos que escreveram a história da redemocratização brasileira até novembro de 1981. Fruto da organização coletiva daqueles que apostaram no jornalismo sem patrão e com programa político explícito, o jornal Movimento forjou, em meio à ditadura militar, o concreto exercício da democracia.
Esta história sai agora do mundo efêmero do jornalismo, dos registros dispersos e das conversas esporádicas para o registro denso e rigoroso do livro Jornal Movimento, uma reportagem de Carlos Azevedo, com reportagens de Marina Amaral e Natália Viana. Em entrevista, Azevedo resgata esta saga do jornalismo combativo.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Arlequins Agradece !!!
Agradecemos ao Engenho Teatral pelo convite na "Engenho Mostra um pouco do que Gosta VI" para apresentação do espetáculo "Os filhos da Dita". A ele, a todos que nos deram força e aos que lá foram nos assistir, nosso imenso carinho e nossos aplausos.
Evoé !!!
Evoé !!!
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Os filhos da Dita na 6ª Engenho Mostra um pouco do que gosta
ENGENHO MOSTRA UM POUCO DO QUE GOSTA VI
É uma mostra anual de teatro que reúne algumas dessas experiências para o público do Engenho Teatral. Não se trata de mostrar o chamado “teatro de qualidade”, as formas estabelecidas de ver e representar o mundo. São outras janelas que se abrem, é uma outra comunhão e festa que se propõe ao público.
Na programação de 2011, que começou em 16 de julho, 4 dos 5 grupos de teatro convidados já se apresentaram na Engenho Mostra. Amanhã, sábado, dia 13 e domingo, dia 14, é a vez de Arlequins com o espetáculo Os filhos da Dita.
Como diz o pessoal do Engenho: Quem não viu, prepare-se para ver o que não se vê na TV.
Serviço:
ENTRADA GRATUITA
Dias 13 (sábado) e 14 (domingo) de agosto, às 19h
Engenho Teatral
Clube Escola Tatuapé - Estação Carrão do Metrô
Rua Monte Serrat, 230
fone 2092-8865
Estacionamento gratuito no local
Não se proíbe a entrada de crianças acompanhadas
Duração: 65 minutos
Recomendado para maiores de 14 anos
Saiba mais sobre ENGENHO MOSTRA UM POUCO DO QUE GOSTA VI
É uma mostra anual de teatro que reúne algumas dessas experiências para o público do Engenho Teatral. Não se trata de mostrar o chamado “teatro de qualidade”, as formas estabelecidas de ver e representar o mundo. São outras janelas que se abrem, é uma outra comunhão e festa que se propõe ao público.
Na programação de 2011, que começou em 16 de julho, 4 dos 5 grupos de teatro convidados já se apresentaram na Engenho Mostra. Amanhã, sábado, dia 13 e domingo, dia 14, é a vez de Arlequins com o espetáculo Os filhos da Dita.
Como diz o pessoal do Engenho: Quem não viu, prepare-se para ver o que não se vê na TV.
Serviço:
ENTRADA GRATUITA
Dias 13 (sábado) e 14 (domingo) de agosto, às 19h
Engenho Teatral
Clube Escola Tatuapé - Estação Carrão do Metrô
Rua Monte Serrat, 230
fone 2092-8865
Estacionamento gratuito no local
Não se proíbe a entrada de crianças acompanhadas
Duração: 65 minutos
Recomendado para maiores de 14 anos
Saiba mais sobre ENGENHO MOSTRA UM POUCO DO QUE GOSTA VI
Assinar:
Postagens (Atom)


