Um texto pertinente, contundente e, pasmem senhores, a autora foi demitida esta semana do jornal onde trabalhava por cometer um "delito" de opinião com outro artigo, não deixem de ler. O post está no link: http://blogln.ning.com/
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
TORTURA, POR QUE NÃO? Maria Rita Kehl
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Elis Regina canta Menino
Música de Milton Nascimento em homenagem ao estudante Edson Luís assassinado em 1968 no restaurante Calabouço.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Arlequins convida a todos para as "SEGUNDAS OPINIÕES"

ARLEQUINS convida a todos para as "SEGUNDAS OPINIÕES" - uma série de encontros marcados para discutir a ditadura militar brasileira e seus desdobramentos.
20 de setembro (segunda-feira) às 20h: Paulo Arantes
27 de setembro (segunda-feira) às 20h: Iná Camargo Costa e Ana Martins
04 de outubro (segunda-feira) às 20h: Ivan Seixas
Local:
Espaço Pyndorama
Rua Turiassú, 481 - Perdizes (Próximo ao metrô Barra Funda)
Estacionamento no local: R$ 8,00
Reservas e informações: 11 3871-0373
contato@pyndorama.com
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
O PLENO E O VAZIO
Sei que este espaço é de interesse coletivo, e me perdoem por essa dor que é minha, mas hoje eu estou muito, muito triste, perdi uma grande amiga e companheira, e o mundo certamente ficou pior, muito pior. Clayre pra você:
O PLENO E O VAZIO
Carlos Drummond de Andrade
Oh se me lembro e quanto.
E se não me lembrasse?
Outra seria minh'alma,
bem diversa minha face.
Oh como esqueço e quanto.
E se não esquecesse?
Seria homem-espanto,
ambulando sem cabeça.
Oh como esqueço e lembro,
como lembro e esqueço
em correntezas iguais
e simultâneos enlaces.
Mas como posso, no fim,
recompor os meus disfarces?
Que caixa esquisita guarda
em mim sua névoa e cinza,
seu patrimônio de chamas,
enquanto a vida confere
seu limite, e cada hora
é uma hora devida
no balanço da memória
que chora e que ri, partida?
segunda-feira, 26 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
LUA
Hoje, 20 de julho de 2010 – 41 anos que o homem pisou na lua.
A conquista da lua: O "Acordo que regula as atividades dos estados na lua e outros corpos celestes" estabelece que "a superfície e o subsolo da lua não serão propriedades de nenhum estado, organização ou pessoa". Os Estados Unidos não assinaram este tratado universal. Humildemente sugiro que esclareça suas intenções. Que torne pública a verdade, mediante uma declaração escrita de quem saiba e possa, sem acrescentar dúvidas a dúvidas: os Estados Unidos querem a lua para que lá possam reunir-se aqueles que aqui já não têm lugar. Refiro-me aos organismos internacionais que velam pela felicidade de um mundo que já não os quer. Parece uma sopa de letrinhas, mas se trata nada menos do que o FMI, BM, OMC, OTAN, UE, G-7 e G-8. Eles tentaram em Seattle, Washington, Los Angeles, Filadélfia, Praga, Quebec, Gotemburgo e Gênova, e a fúria dos vândalos lhes tornou impossível a tertúlia. Na lua, não ouvirão ruídos impertinentes e o US Space Command lhes garantirá proteção invulnerável contra as ameaças das hordas de Átila. E aqui cessa minha arenga. São Jorge está muito atarefado em sua guerra solitária contra o dragão da inveja; e não se deve roubar seu tempo. (O TEATRO DO BEM E DO MAL, Eduardo Galeano-2001)
Lua, lua, lua, lua
Por um momento meu canto contigo compactua
E mesmo o vento canta-se compacto no tempo
Estanca
Branca, branca, branca, branca
A minha, nossa voz atua sendo silêncio
Meu canto não tem nada a ver com a lua (Caetano Veloso)
"Não venha a lua de Armstrong
pisada, apalpada
Analisada em fragmentos pelos geólogos.” (Drummond)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Manter a lucidez é um ato revolucionário!
"É sempre uma lástima, humanamente penosa, perder oportunidades históricas. Mas, do que tem sido feita a crônica da esquerda no Brasil? Ou é mais justo perguntar no mundo? Quando a esquerda não rasga horizontes, nem infunde esperanças, a direita ocupa o espaço e draga as perspectivas: é então que a barbárie se transforma em tragédia cotidiana". J. Chasin
José Chasin, filósofo, autor de A Miséria Brasileira, faleceu em 1998. Sustentava que a grande derrota sofrida pela esquerda em 1964 poderia ter aberto uma oportunidade histórica de autocrítica e de renascimento de uma nova esquerda. A construção de um movimento de idéias passa a ser sua grande perspectiva: "Manter a lucidez é um ato revolucionário"!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Sobre vídeo de soldado americano postado abaixo
Recebi esse vídeo (no post abaixo) hoje e resolvi compartilhá-lo com vocês. Trata-se de um discurso de um jovem norte americano, veterano da guerra do Iraque, expondo com clareza as reais motivações daquela – e de qualquer guerra impetrada pelos Esatdos Unidos: “Eles sabem que a riqueza deles depende da habilidade de convencer a classe operária a morrer para controlar o mercado de outro país. (...)Pessoas pobres e trabalhadoras desse país são mandadas para matar pessoas pobres e trabalhadoras de outro país, e fazer os ricos mais ricos.”
Essa motivação foi a mesma que, na guerra contra o comunismo, fez dos EUA o principal aliado no processo de golpe de Estado e ditadura militar aqui em Terra Brasililis, assim como em toda América Latina... E o soldado prossegue: “Sem o racismo, os soldados perceberiam que têm muito mais em comum com o povo do Iraque (ou qualquer outro), do que com os milionários que nos mandam para a guerra. (...) O inimigo é um sistema que declara guerra quando é lucrativo,o inimigo é uma corporação que nos despede de nosso trabalho quando é lucrativo, é uma companhia de seguros que nos nega assistência quando é lucrativo, é o banco que toma nossas casas quando é lucrativo.”
As informações que rolam na grande rede dizem que dois dias depois desse discurso o soldado estava morto... Por morte morrida ou morte matada... Mas aí são boatos cuja procedência não tenho certeza... Mas vale a análise.sábado, 19 de junho de 2010
José Saramago

A José Saramago, protagonista de várias polêmicas, meu aplauso por sua existência e suas palavras eternas.
Como disse Luiz Schwarcz, editor de José Saramago no Brasil.
"Nem sua vida nem sua morte cabem numa frase"
Evoé, José Saramago !!!
(na foto, José Saramago pelas lentes do fotógrafo Sebastião Salgado)
terça-feira, 8 de junho de 2010
Capitalismo: Uma História de Amor
Capitalismo: Uma História de Amor, o último documentário de Michael Moore, é imperdível, descreve, nas palavras do autor, “o maior roubo da história dos EUA”: a transferência de dinheiro dos contribuintes para instituições financeiras privadas. Moore, como em seus outros filmes não é um narrador neutro, com humor e coragem nos conduz na jornada em que explora a pergunta: Qual o preço que a América tem de pagar pelo seu amor ao capitalismo? E graças a esse amor o “sonho americano” transformou-se em pesadelo: um povo manipulado, desinteressado, dependente e cada vez mais miserável por confiar num sistema baseado na caça ao lucro. O filme teve uma passagem relâmpago pelos cinemas brasileiros, mas está disponível na rede. Divirtam-se.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Como a imprensa americana noticiou, em 1964, os acontecimentos no Brasil
"UM GOLPE SEM SANGUE QUE SALVOU O PAÍS"
A imprensa americana deu apoio quase unânime ao reconhecimento que o governo Lyndon Johnson concedeu ao novo governo militar brasileiro e à agenda anticomunista dos líderes golpistas. As reportagens praticamente ignoraram as prisões em massa; e classificaram a mudança de governo como "golpe sem sangue" que evitou uma guerra civil.
O artigo da revista Reader's Digest (Seleções) traçava um retrato extremamente negativo dos anos Goulart, carregado da retórica anticomunista que marcou a Guerra Fria e com extensos elogios aos militares.
Título do artigo: "O país que se salvou".
Um anúncio de página inteira informava aos leitores "como usar este artigo". Dizia:
"O país que se salvou contém informação útil e vital para qualquer nação ameaçada pela subversão comunista. A mensagem é essa: com determinação e planejamento inteligente, uma cidadania rebelada pode se livrar da mais profunda ameaça comunista. Se você quiser ajudar a espalhar essa importante mensagem, aqui está o que você pode fazer" - e os leitores eram encorajados a mandar esse texto pelo correio a amigos no exterior ou que vivessem "em áreas sensíveis de novos países em desenvolvimento ou em países mais antigos que enfrentam a ameaça comunista". Os interessados podiam obter cópias (cinco por $ 35 cents., cinqüenta por U$ 3 e cem por U$ 5) para mandar "a parentes ou amigos que trabalham no estrangeiro, tais como integrantes do Peace Corps, professores. médicos, missionários etc." Seleções também sugeria a quem viajasse que levasse cópias do artigo.
Artigo da Coleção Caros Amigos: a ditadura militar no Brasil, pág 21
sexta-feira, 21 de maio de 2010
O que resta da ditadura
que vivemos é na verdade regra geral. Precisamos construir um
conceito de história que corresponda a essa verdade. Nesse momento,
perceberemos que nossa tarefa é criar um verdadeiro estado de emergência.
"A ditadura militar brasileira encontrou uma maneira insidiosa de se manter, de permanecer em nossa estrutura jurídica, nas práticas políticas, na violência cotidiana, em nossos traumas sociais. (...)Ao mesmo tempo que se nega seu alcance e se minimiza seu legado autoritário, a exceção brasileira indica as circunstâncias que permitiram certa continuidade da ditadura brasileira. O fato é que a ditadura não está somente lá onde o imaginário da memória coletiva parece tê-la colocado. Mais ainda: sua permanência não é mais simples presentificação daquilo que já foi, do passado de repressão, mas reaparece hoje nas práticas institucionais." (Aba do livro "O que resta da ditadura", orgs Edson Teles e Vladimir Safatle)

